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Emoções na gravidez - Mamás Reales

ago 28

Recentemente o Divã publicou uma entrevista da Laura Gutman para o blog uruguaio Mamás Reales. Achei o blog tão interessante que decidi traduzir outro artigo. A seguir você confere como as emoções da gestante podem afetar o feto. O texto original é em espanhol, para lê-lo na íntegra, clique aqui.

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Sempre falamos sobre como o estresse da gestante afeta a vida do bebê que vai nascer, a curto e longo prazo. Estudos mostram que quando as mulheres grávidas vivem sob estresse constante, o mais provável é que a criança seja menos pacífica e mais irritadiça. Mas existem muitos outros estudos realizados; porque não é só o estresse da mãe que influencia a emotividade do bebê na barriga, mas todos os estados emocionais dela o afetam de alguma uma forma.

Há algum tempo, nós do blog Mamás Reales viemos nos aprofundando em uma parte mais holística – mas não menos real – sobre tudo o que influencia o bebê enquanto ele ainda está no útero materno. Porque nós acreditamos e sabemos que há coisas que podemos fazer para proteger essa nova vida das emoções negativas que sentimos durante a gravidez. Conversamos sobre isso com a terapeuta Giuliana Alpern.

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Gravidez e emoções
Por uma (futura) Mãe Real convidada: Giuliana Alpern
O bebê e sua mãe estão conectados emocionalmente desde a gestação até os 3 anos. Ele pode sentir tudo o que a mãe sente e apropriar-se desse sentimento – mas também quer transcender esse sentimento para solucioná-lo e para que nem ele, nem sua mãe, passem por emoções densas.

A nível biológico, a placenta funciona como uma espécie de capa protetora. Mas estados emocionais negativos persistentes podem afetar sua função, sobretudo o estresse. Uma situação estressante para a mãe faz com que o hipotálamo produza um hormônio chamado CRH, Hormônio Liberador de Corticotrofina; em seguida, a hipófise libera outro hormônio, ACTH (adrenocorticotrófico), que ordena às glândulas suprarrenais que liberem cortisol, o que coloca o organismo em alerta. A placenta atua como filtro e impede que o cortisol, que é tóxico, chegue ao feto. Mas quando os níveis de cortisol na mãe são muito altos, atravessam esta barreira e disparam a resposta de alerta no feto. O bebê recebe a mensagem de que irá enfrentar um ambiente perigoso ao nascer. Isso o deixa mais pronto para reagir: essas crianças são, muitas vezes, mais suscetíveis a chorar, ficarem estressadas e ansiosas. (…)

O som para os bebês é essencial. Não só ouvir a voz de seus pais, mas também a música que os rodeia. São diferentes as reações do bebê se escuta Rock, TV ou música clássica. Há também uma capacidade dos fetos de memorizar os sons. Então, quando a mãe está passando por um estado emocional negativo é importante que ela explique ao filho que a emoção não pertence a ele, e pode usar a música como um meio para transformar essa emoção em positiva.

Através do sangue o bebê percebe várias coisas. Por exemplo, a adrenalina, o aumento dos batimentos cardíacos, o estresse, a pressão arterial, etc. As endorfinas produzem tranquilidade, bem-estar e paz. Por isso, o chocolate, o exercício físico, sorrir, ter um momento para si, relacionar-se com a natureza, são boas opções para uma gestante, pois liberam endorfina. (…)

É claro que quando estamos grávidas nós não ficamos a parte de tudo o que acontece no mundo. Buscar equilíbrio energético entre o que vejo e sinto é uma das chaves para “limpar” a emotividade do bebê que vai nascer. Explicar ao bebê que os sentimentos e pensamentos da mãe não o pertencem é básico. (…)

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