Reprodução Assistida - Renata

set 29

Depois de entendermos o que é a Reprodução Assistida e conhecermos a história da Valéria, hoje o depoimento é da Renata!

 

Renata-001

- Com quantos anos começou o tratamento e engravidou?

Comecei e engravidei aos 31 anos.

- Por quanto tempo tentou engravidar de maneira natural, antes de decidir pela reprodução assistida?

Tentei por 4 anos, fiz vários exames e nenhum constatou nenhum problema nem comigo nem com meu marido. A médica nos aconselhou a indução com coito programado, pois aumentaria as chances de uma gravidez. Porém eu tinha medo de que viesse mais de um bebê. Coloquei uma meta, se dentro de seis meses não engravidasse, começaria o tratamento. Para minha surpresa, no sexto mês engravidei de forma espontânea!! Porém perdi o bebê com 10 semanas. Entrei numa tristeza profunda… Achava que nunca seria mãe… Chorei tudo que podia e não podia… Esperei passar a fase do luto e resolvi tentar novamente, dessa vez esperei um ano entre a perda e o tratamento.

- Como foi tomar essa decisão?

Como meu marido sempre foi muito parceiro, tomamos a decisão em conjunto. Porém tínhamos muitas dúvidas e medo de não dar certo…

- Qual método de reprodução foi usado? Como foi essa escolha?

Partimos para a indução com coito programado. A escolha do método partiu da nossa médica. Acho muito importante procurar um profissional de confiança, pois infelizmente nesse meio muitos médicos se aproveitam de nosso desespero e indicam procedimentos mais caros, muitas vezes sem necessidade.

- Já na primeira tentativa você engravidou? Quanto tempo demorou?

Consegui engravidar no quarto mês de tentativa, o que pareceu uma eternidade. E a cada vez que o beta dava negativo era um chororô só…

- Teve outros filhos depois? Por meio natural ou outra reprodução assistida?

Não.

- Como ficou a sua relação com seu marido durante o tratamento e a gravidez?

Nossa relação sempre foi de parceria. Ele ficava alegre e triste junto. Porém, na fase dos exames, eu fiz muitos exames, alguns até dolorosos… E o homem tem que fazer apenas um, o espermograma, e mesmo assim ele relutou em fazer…

- Qual foi a maior dificuldade que você viveu durante o tratamento?

Acho que a maior dificuldade é você não ter certeza de que o tratamento vai dar certo.

- Conte um pouco sobre como se sentiu no momento em que descobriu que estava grávida e como foram os primeiros meses de gestação.

Quando o resultado do beta deu positivo foi uma alegria só!!

Já estava acostumada a pegar sempre os resultados negativos…

Porém o resultado do beta deu um valor muito alto, o que me deixou um pouco apreensiva. E ao fazer a primeira ultra, foi constatado que estava esperando gêmeos!!! Nossa, uma alegria misturada com medo tomou conta de mim!!

Como minha gravidez anterior foi interrompida com 10 semanas, tinha muito medo de que algo acontecesse a essa também. Queria fazer ultras a cada semana… Quando passou a fase de risco, o primeiro trimestre, minha preocupação passou a ser exclusiva com a saúde dos bebês, se estavam crescendo de forma adequada, se eram bem formados, essas coisas. Com 30 semanas, por conta do peso dos bebês comecei a ter contrações e tive que entrar de licença. Mas os bebês agüentaram firmes até as 37 semanas e 5 dias, quando nasceram de cesárea. Um pesando 2.400kg e o outro 2.700kg.

- Há um preconceito contra a reprodução assistida?

Infelizmente por parte de muitos homens ainda há. Eles tem medo de serem os “culpados” pela gravidez não acontecer. Porém creio que como casal, não existe essa de culpa, simplesmente há uma dificuldade em engravidar do casal. E juntos eles devem enfrentar essa intempérie.

- Que conselho você daria para um casal que está passando por dificuldades de engravidar pelos meios naturais?

Que procurem um profissional competente, que vocês tenham empatia. Que não desistam nunca, mesmo que pareça que nunca dará certo!! E boa sorte!!!

Dep. Renata - Reproducao Assistida (3) Lara e Bernardo

Lara & Bernardo

Quarto Montessoriano? O que é isso?

set 26

Maria Montessori desenvolveu a Pedagogia Montessoriana, a qual sublinha a importância de se criar um ambiente favorável para o desenvolvimento da criança, de modo que ela possa aprender sozinha por meio de suas experiências, de forma criativa e espontânea. Valoriza o manuseio dos objetos e de atividades práticas.
Uma vez que cada criança é diferente e tem diferentes habilidades e necessidades de desenvolvimento, Maria Montessori acreditava que se um adulto observa e ouve atentamente, ele pode preparar um ambiente no qual a criança possa prosperar.

Foto: pucalucababy.com

Foto: pucalucababy.com

A proposta de Montessori valoriza o espaço, o conforto, a criatividade, a liberdade e a autonomia da criança. Sendo assim, um quarto montessoriano é montado e decorado a partir da perspectiva do bebê, e não se baseia na sua funcionalidade para o adulto.

Vamos conhecer algumas particularidades do quarto montessoriano:

- Nada de berço!
O berço é substituído por um colchão no chão, que pode ficar sobre um estrado baixo ou um tapete de E.V.A. Se o bebê costuma rolar durante a noite, e possível lançar mão de travesseiros ou almofadas para formar uma “barreira” ao redor do colchão, evitando assim que ele se machuque. A proposta principal é: a criança precisa ser capaz de deitar, levantar e sair da cama com facilidade, de preferência sozinha.

Foto: thebooandtheboy

Foto: thebooandtheboy.com

- Adotar o ponto de vista da criança
A criança deve ser capaz de acessar tudo que precisar sem a ajuda de um adulto. Tudo aquilo que ela puder ter acesso (brinquedos, livros) deve ficar ao nível de suas mãos e no seu campo visual. Ou seja, as estantes e prateleiras tem de ser baixas, quadrinhos na parede devem estar na altura da criança, mesas e cadeiras adequadas ao seu tamanho, etc. Depois de brincar e espalhar os objetos, a organização do quarto deve ser feita pela criança, que pode contar com a ajuda dos pais.

Foto: thebooandtheboy.com

Foto: thebooandtheboy.com

- “Meu filho precisa disso?”
Essa é uma questão que os pais que se interessam pelo método Montessoriano devem pensar. Eles devem compreender que o quarto tem de ser organizado e que poucos objetos devem ser oferecidos por vez. É possível fazer um rodízio dos brinquedos que ficam ao alcance das crianças.

- Espelho
É um dos itens mais fundamentais desse método. A criança pequena, naturalmente, se interessa por rostos humanos. Além disso, o espelho serve para que ela possa se conhecer, e entender que é uma pessoa distinta da mãe. Acredita-se que enxergar a si mesmo no espelho pode auxiliar no desenvolvimento da autonomia e da força de vontade da criança. Quando o bebê ainda não engatinha, esse espelho deve ser instalado na horizontal, ao lado da cama. Mais tarde, pode ficar na vertical, em outra parede. (Atenção pra segurança das crianças!)

Foto: feedingthesoil.com

Foto: feedingthesoil.com

- Móbiles
Móbiles pendurados em cima da cama estimulam visualmente o bebê. Existem móbiles adequados para cada idade da criança.

- Barra de Apoio
Uma barra de apoio na parede pode auxiliar a criança a andar, sem depender da ajuda direta dos pais. É uma contribuição para a evolução motora A utilização da barra precisa ser ensinada e iniciada quando a criança já está tentando levantar e dar os primeiros passos.

- Liberdade na hora de se vestir
Disponibilizar algumas peças de roupas em armários baixos estimula a criança a se trocar sozinha (mesmo que sem muita habilidade).

Foto: bedstart

Foto: bedstart

- Segurança
Apesar de preconizar a liberdade e a autonomia da criança, o ambiente deve ser seguro e monitorado. Colocar-se no lugar da criança na hora de planejar o quarto é também importante para avaliar se o ambiente oferece riscos. Tomadas, objetos pontiagudos ou que ofereçam qualquer risco, devem ficar fora do alcance da criança e as janelas também devem ser planejadas com segurança.

Mais algumas imagens de quartos montessorianos:

Foto: thebooandtheboy.com

Foto: thebooandtheboy.com

Foto: tudosobremae.com.br

Foto: tudosobremae.com.br

Foto: stephbrownthinks

Foto: stephbrownthinks

Foto: bonnesoeurs.com

Foto: bonnesoeurs.com

Você já conhecia essa proposta? Gostou? Conta pra gente! [email protected]

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Fontes:
Caderninho da mamãe / Abril / Montessori UK / IG Filhos / Examiner

Grávida depois dos 40 - por Aline Daniele Jafet

set 19

A Baby Planner Aline Daniele Jafet comenta sobre a gravidez depois dos 40 anos.

Maternidade no Divã Gravidez tardia

Image by: JGI/Jamie Grill

Por diversas razões, as mulheres têm bebês cada vez mais tarde. É uma tendência geral nos países ocidentais.

Se o desejo de um filho ocorre tardiamente, as condições não são as mesmas que para as mulheres mais jovens, e o acompanhamento sem dúvida, é diferente!

A idade média da maternidade nos países ocidentais elevou-se consideravelmente nestes últimos anos: passou de 24 anos, em 1970, para 29,8 em 2006. Paralelamente, o número de mulheres que engravidam após os 40 anos dobrou em 10 anos. Hoje em dia, 21 mil recém-nascidos têm uma mãe que passou dos 40 anos, o que representa 2,8% dos nascimentos. Essa tendência só é possível graças aos avanços da medicina e biologia. Entretanto, não é tão fácil engravidar quando se atinge 40 anos. A idade tem um papel muito importante na fecundidade: baixa-se progressivamente a partir dos 20 anos, para tornar-se quase nula após os 45.

Maternidade no Divã Gravidez tardia

(Foto: Divulgação / Stock XCHNG)

A opção de engravidar depois dos 40 anos, na grande maioria das vezes, são de mulheres que privilegiam a carreira profissional. Ou, de mulheres divorciadas, que encontram em um novo parceiro a oportunidade de constituir uma família.

Hoje em dia, o acompanhamento médico na gravidez permite uma razoável prevenção de problemas ligados a uma idade mais avançada: ultrassonografia, amniocentese e um melhor acompanhamento permitem a detecção de possíveis patologias. Mas ainda resta a angústia que acomete algumas mulheres, pois seu tempo está contando: se a gravidez não acontecer logo, elas talvez não tenham uma segunda chance. Entretanto, a estabilidade profissional, financeira e afetiva destas mulheres pode fazer delas, na maioria das vezes, ótimas mães!

Gravidez tardia

Image by: George Doyle

Aline Daniele Jafet é formada em administração de empresas e Baby Planner, certificada internacionalmente pelo IMI/IABPP. Mãe de dois lindos anjos, Maria Pietra e Stephano. (www.danieleassesgestante.com.br)

(Saiba mais sobre a Aline aqui)

Reprodução Assistida - Valéria

set 15

Falamos recentemente aqui no blog sobre reprodução assistida.

Pedi, na nossa página no facebook, para que mães que tiveram filhos através da reprodução assistida nos procurassem para contar sua história. Recebemos muitas respostas e todas, pouco a pouco, serão publicadas aqui no blog. São histórias de perseverança e, principalmente, de amor. Acompanhe o primeiro depoimento - a história de Valéria.

Ultra Maternidade no Divã Isadora

Isadora!

“Comecei o tratamento com 28 anos (levando-se em conta que foi todo feito pelo SUS, então demorou 1 ano e meio entre os primeiros exames e o procedimento da ICSI propriamente dita) e engravidei com 30 anos.

No nosso caso, descobrimos cedo e por acaso, com 21 anos, que meu marido possui agenesia de canal deferente, que impede a saída dos espermatozóides. Assim, não tentamos engravidar, pois sabíamos da condição de que somente poderíamos ter nosso bebê através de reprodução assistida. Assim, quando decidimos que era a hora, comecei a pesquisar clínicas e acabei descobrindo o HC da USP em Ribeirão Preto, que faz o tratamento gratuitamente, pelo SUS (excluindo-se apenas a medicação).

No nosso caso, o único meio viável era a ICSI (Injeção Citoplasmática Supra Interina), indicação unânime dos médicos da equipe.

Fomos abençoados logo na primeira tentativa! Tive 9 folículos, desses, 3 fertilizaram, mas um parou de crescer, e foram implantados 2 embriões, dos quais, Isadora permaneceu!

Casal Maternidade no Divã Isadora

Valéria, seu marido e Isadora

Não tivemos outros filhos, pois temos que passar por todo o procedimento novamente, como não há chance de engravidarmos naturalmente. Como não tive embriões congelados (pois nessa hipótese, obrigatoriamente, teríamos tentado novamente), optamos por não fazer um novo tratamento. Estamos amadurecendo a ideia de, a médio prazo, talvez, adotar uma criança.

Eu acho que nós ficamos MUITO tensos. Eu tive uma gravidez completamente normal (com direito a alguns enjoos e azia, risos), mas ficávamos sempre com medo de alguma coisa estar errada. Medo de perdermos o bebê, coisas que todo casal grávido sente, mas eu acho que nós sentíamos em maior proporção…

O pior momento do tratamento, sem dúvida nenhuma, é após a implantação dos embriões. Tivemos que esperar LONGOS 14 dias até fazer o exame de sangue para confirmar (ou não) a gravidez. É um período de angústia, ansiedade, incerteza, já que não há garantia nenhuma que dará certo. Me lembro de ter cólicas, e chorar, achando que ia menstruar (depois eu fiquei sabendo que é um dos sintomas da nidação).

Quando fiz o BETA e deu positivo, eu comecei a chorar, liguei pra todo mundo, MAS não acreditava. Achava que era “efeito colateral” dos hormônios… só acreditei mesmo uma semana depois, quando refiz o exame (risos).

Isadora Nasceu Maternidade no Divã

O nascimento da Isadora

Eu acho que o que mais existe é um “auto preconceito” com relação à infertilidade. As pessoas se sentem inferiores porque tem problemas de fertilidade e acabam escondendo da família, dos amigos, que estão fazendo tratamento.

Minha opinião é que isso é medieval. O fato de não poder engravidar naturalmente não muda a pessoa, nem o casal. Na época que comecei o tratamento, eu criei um blog (ativo até hoje, aos trancos e barrancos: http://pumpkinjuice.com.br) para aliviar um pouco a ansiedade, e de repente, um comentário, e outro e mais outro… no fim, encontrei MUITAS pessoas que passavam pela mesma situação (muitas das quais tenho contato até hoje). Recebemos muito apoio e carinho de nossa família e amigos (reais e virtuais). Todo mundo acompanhando, torcendo e vibrando! Eu brinco que Isadora deve ter sido quase tão esperada quanto o bebê Real… risos

Aos casais que lutam para ter um filho, eu digo apenas para que sigam seu coração. Eu acredito que reprodução assistida é estar no momento certo, com o embrião certo. O caminho é tortuoso, mas vale a pena!”

A família da Isadora Maternidade no Divã

A família da Isadora

 

Reprodução Assistida

set 12

Maternidade no divã

O post de hoje é uma introdução sobre um tema não abordado antes aqui no blog: a reprodução assistida. Nas próximas semanas vocês poderão acompanhar depoimentos de casais que não puderam engravidar pelos meios naturais e partiram para a reprodução assistida.

Reprodução Assistida é um conjunto de técnicas, utilizadas por médicos especializados, que tem como principal objetivo tentar viabilizar a gestação em casais com dificuldades de engravidar.

Uma recente resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a reprodução assistida estabeleceu uma série de normas para regulamentar a fertilização in vitro e a inseminação artificial. A partir de agora, a idade máxima que a mulher pode ter para se submeter à inseminação artificial é de 50 anos. Antes, não havia limite de idade para a prática. O limite foi escolhido por causa do risco obstétrico. A partir de agora, somente homens com menos de 50 anos poderão doar para bancos de esperma. Além disso, homossexuais e solteiros são citados na resolução como elegíveis para a inseminação.

A nova resolução aumenta a possibilidade de uso da “barriga de aluguel” - parentes de até quarto grau (tias e primas) também podem emprestar o útero para este fim. O CFM não aceita o uso comercial da prática e só permite que ela seja feita quando a mulher que gera o filho tem algum parentesco com o pai ou com a mãe da criança.

Embriologista adicionando o esperma ao óvulo

Embriologista adicionando o esperma ao óvulo

Quando é feita uma fertilização in vitro, os médicos normalmente geram um número de embriões superior ao que vai ser inseminado na paciente. A partir de agora, a clínica só deverá manter os embriões congelados por cinco anos. Depois disso, eles poderão ser descartados ou doados para a ciência – a escolha será feita pela mãe na contratação do serviço.

A nova resolução permite a seleção genética de embriões para que o bebê não tenha uma doença hereditária que algum filho do casal já tenha demonstrado. Segue vetada, no entanto, a escolha do sexo do bebê em laboratório, exceto quando a seleção for feita com o intuito de evitar doenças ligadas a esse sexo.

Como é escolhida a técnica de reprodução assistida mais adequada para cada casal?

Uma minuciosa avaliação médica resultará na eleição da técnica certa para cada caso, o que dependerá da análise de testes físicos, provas laboratoriais e exames de imagem. A inseminação artificial (ou inseminação intrauterina) é indicada nos casos de dificuldade de ovulação, alterações anatômicas no colo do útero, distúrbios na produção de espermatozoides, mulheres jovens (em torno dos 35 anos) e com função tubária preservada. A fertilização in vitro é a opção para as que têm problemas nas trompas, estão acima dos 35 anos, fizeram ligamentos de trompas ou apresentam obstrução tubária.

Médico retirando óvulos usando o ultra-som vaginal

Médico retirando óvulos usando o ultra-som vaginal

Primeira parte: indução da ovulação

A etapa conhecida como indução da ovulação é comum às duas técnicas. Nela, há estímulo do crescimento do maior número possível de óvulos. No segundo dia do ciclo menstrual, inicia-se o uso de um hormônio injetável. A partir do 6º dia, opera-se o controle do estímulo ovariano através do ultrassom. Por volta do 8º ao 10º dia de uso de medicação, verifica-se se há resposta ovariana para uma ou outra técnica. Usa-se, então, um hormônio específico para amadurecer os óvulos e desencadear a ovulação. A partir de agora, as duas técnicas seguem por caminhos diferentes.

Hormônio injetável

Hormônio injetável

Inseminação artificial

De 36 a 42 horas após do início da ovulação, o casal retorna ao centro de reprodução, e os melhores espermatozoides colhidos do marido são inseminados no útero. O procedimento é indolor, não envolve cirurgia e o casal é liberado no mesmo dia. Após 21 dias da inseminação artificial, realiza-se o tão esperado exame de gravidez.

Fertilização in vitro

Nesta técnica, a paciente é submetida à captação de vários óvulos 36 horas após o uso do hormônio. É necessária uma cirurgia denominada punção ovariana por ultrassonografia transvaginal, que deve ser realizada com anestesia, e dura cerca de 20 minutos. Os óvulos são aspirados dos ovários, selecionados e, em seguida, unidos aos espermatozoides para formar os embriões. Após um breve repouso, o casal volta para casa. No laboratório, cada óvulo é imerso num recipiente especial. Formados, os embriões são colocados em uma estufa, que reproduz as condições ambientais da tuba uterina, onde ficarão até serem formados os blastocistos – estágio final do desenvolvimento embrionário. Após três dias, acontecerá a transferência dos embriões para o útero. Após 12 dias da transferência, é realizado o exame de gravidez.

Embriões congelados para armazenamento

Embriões congelados para armazenamento

Fontes:

Revista Viva Saúde

Projeto Ghente

Bem Estar - Rede Globo